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	<title>Gilberto Jr</title>
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	<description>Música, Literatura e Espiritualidade</description>
	<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 23:14:09 +0000</pubDate>
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		<title>porque eu estou indo para o inferno</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 23:14:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Qualquer Coisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu acho essa coisa de inferno muito complicada. Tenho dificuldade de entender como um Deus bom pode preparar cuidadosamente um ambiente de eterno sofrimento para sua criação, mesmo que rebelde. Sofrimento como retribuição do mal eu até entendo - embora não acredite que a justiça retributiva seja realmente ética - mas porque precisa ser eterno? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acho essa coisa de inferno muito complicada. Tenho dificuldade de entender como um Deus bom pode preparar cuidadosamente um ambiente de eterno sofrimento para sua criação, mesmo que rebelde. Sofrimento como retribuição do mal eu até entendo - embora não acredite que a justiça retributiva seja realmente ética - mas porque precisa ser eterno? Acho no mínimo exagerado.</p>
<p>Mas se Jesus estava se referindo ao tal inferno em Mateus 25 quando disse &#8220;o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos&#8221;, eu provavelmente vou para o inferno. Pelo menos se não mudar de vida.</p>
<p>Como a maioria de vocês que me lêem, eu trabalho bastante, todos os dias. Não faço muito mais do que trabalhar na minha empresa durante a semana. E meu trabalho não tem nada a ver com dar comida a quem tem fome, água a quem tem sede, acolher o estrangeiro, vestir o nu, visitar e libertar os cativos&#8230; No fim de semana eu vou à igreja, canto e ouço a mensagem como todo mundo, mas, de novo, essas atividades não têm muito a ver com essas características que Jesus determinou que são comuns aos que não vão para o inferno.</p>
<p>Mas a minha igreja está fazendo uma grande campanha agora no fim do ano, na qual eu tenho a oportunidade de fazer uma doação para um fundo que será revertido a diversas ONGs e entidades assistenciais para idosos, gestantes, crianças de rua, adolescentes da febem, moradores de rua, entre outros necessitados.</p>
<p>O meu problema é que mesmo estando em uma igreja tão alinhada com a mensagem de Jesus, eu não estou convencido de que doar para a campanha de natal é o bastante - nem tampouco o pessoal mais lúcido que conheço na minha igreja acredita nisso.</p>
<p>Veja só: o Brasil sempre foi muito desigual. Mas da constituição de 88 pra cá, a desigualdade está caindo bastante. Embora o Brasil tenha tido um governo de centro-direita e outro de centro-esquerda, ambos de caráter neoliberal, os índices de mortalidade infantil despencaram nos últimos 20 anos, a quantidade de pessoas na extrema pobreza continua caindo bastante. E isso aconteceu, nesta velocidade, só depois da constituição de 88, que garantiu constitucionalmente alguns direitos sociais fundamentais para que um governo possa cuidar dos pobres.</p>
<p>O que quero dizer é que sem mudar a base material, a realidade concreta, a estrutura, o metabolismo social, sem mudanças políticas reais, não adianta dar comida ao faminto. Não basta dar o peixe e ensinar a pescar se houver alguém tomando do pescador quase todos os peixes que ele pesca. É preciso lutar por avanços estruturais.</p>
<p>E minha igreja não está passando nem perto de tocar nestas questões, não sei porque. Como a assistência social aos mais carentes da sociedade é parte importante do sistema neoliberal, pois compensa a desigualdade o suficiente para manter os miseráveis quietos, as ações assistenciais sem o apoio de uma ação mais estrutural, tentam apagar o fogo com gasolina.</p>
<p>Eu não estou fazendo muita coisa (embora eu faça alguma coisa) na direção de trabalhar por mudanças reais pelos pobres. Por isso acho que se eu morresse hoje, eu iria para o inferno. Mas eu acredito que ainda tenho tenho tempo para corrigir essa situação e me tornar um verdadeiro discípulo de Cristo. Quem sabe ano que vem.</p>
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		<title>Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais</title>
		<link>http://gilbertojr.ocorpo.org/2009/09/07/se-eu-sou-algo-incompreensivel-meu-deus-e-mais/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 18:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>

		<category><![CDATA[missão integral]]></category>

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		<description><![CDATA[Nós nunca vamos poder dar conta de sequer imaginar o tamanho da sabedoria e do conhecimento de Deus. Quem pode explicá-lo? Quem é inteligente o bastante para dizer a Ele o que fazer? Quem pode ter feito a Ele um favor tão grande que esteja em posição de lhe dar conselhos? Tudo vem dele, existe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós nunca vamos poder dar conta de sequer imaginar o tamanho da sabedoria e do conhecimento de Deus. Quem pode explicá-lo? Quem é inteligente o bastante para dizer a Ele o que fazer? Quem pode ter feito a Ele um favor tão grande que esteja em posição de lhe dar conselhos? Tudo vem dele, existe por ele, e vai para ele, como disse S. Paulo.</p>
<p>“Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais”, diriam os tropicalistas. Mistérios sempre há de pintar por aí. Essa inversão lógica é encontrada na bíblia de maneira muito óbvia, e como quase tudo que é óbvio, passa desapercebida.</p>
<p>Não podemos definir Deus ou encaixá-lo nas nossas caixinhas conceituais. Pensar sobre Deus não é, no entanto, um exercício vão de filosofia. Aquilo que pensamos sobre quem Deus é define quem nós somos.</p>
<p>Se eu, criado à imagem de Deus, sou incompreensível a mim mesmo e aos outros, meu Deus é mais. Ainda assim, se eu sou capaz de amar, de sofrer com os oprimidos e lutar pela sua libertação, de viver em comunidade, de criar, de me relacionar com as pessoas, de não permanecer calado e indiferente frente a um genocídio social&#8230; meu Deus é mais.</p>
<p>Se no entanto eu fosse algo capaz apenas de trabalhar para mim mesmo e para o meu próprio bem, em detrimento do próximo&#8230; Ou se eu fosse uma pessoa que ninguém apontaria como um sociopata mas que também não se reconhece como uma pessoa que está dando sua vida pela justiça&#8230;</p>
<p>Neste caso, ainda que eu vivesse uma vida pacata e sem fazer mal a ninguém, fosse na igreja todos os domingos, estudasse todos os manuais de teologia, aquilo que eu conceituaria como “Deus”, se existisse tal coisa, seria completamente diferente do Deus a quem eu chamo de Pai.</p>
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		<title>Algo diferente em mim</title>
		<link>http://gilbertojr.ocorpo.org/2009/02/02/algo-diferente-em-mim/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 16:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[missão integral]]></category>

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		<description><![CDATA[Testemunho de Daniela Leite:
Faz parte da sociedade em que vivemos passarmos desapercebidos por moradores de rua, pessoas que não tiveram sorte e nem oportunidade de ter uma condição de vida mínima para sobreviver&#8230; mas nem sempre olhamos&#8230; isso quase nunca incomoda.
Hoje comigo, foi diferente. Eu costumo almoçar num restaurantezinho perto do meu trabalho e sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Testemunho de Daniela Leite:</p>
<p>Faz parte da sociedade em que vivemos passarmos desapercebidos por moradores de rua, pessoas que não tiveram sorte e nem oportunidade de ter uma condição de vida mínima para sobreviver&#8230; mas nem sempre olhamos&#8230; isso quase nunca incomoda.</p>
<p>Hoje comigo, foi diferente. Eu costumo almoçar num restaurantezinho perto do meu trabalho e sempre vi o mesmo morador de rua ali por perto. Hoje, ele me estendeu a mão com R$ 0,25 pedindo comida. Então algo dentro de mim gritou.</p>
<p>Eu perguntei: o que o sr. quer comer? Frango? Carne? Ele me respondeu: o contrário. Eu perguntei: frango? Ele disse: sim. Então entrei no restaurantezinho e pedi um marmitex de frango ao molho, com batata frita. Pedi uma água mineral e voltei para entregar o almoço para ele. Ele me olhou nos olhos, com olhos azuis sujos pela rua e pela dor e chorou. Chorou um choro doído que doeu tão fundo em mim que chorei junto. Ele me agradeceu. Segurou minhas mãos, as beijos e agradeceu. Eu disse: eu que agradeço.</p>
<p>Ele pediu desculpas por ser &#8220;vagabundo&#8221;. Eu disse que ele não tinha culpa, que ele só não foi muito feliz na vida. Ele me perguntou o &#8220;porque&#8221;. Eu simplesmente não soube o que responder. Disse que eu gostaria muito de saber, mas que eu infelizmente não tinha a resposta. E o abençoei e fui embora.</p>
<p>Andei pela calçada chorando e me perguntando porque somos tão injustos e pertencemos a um mundo tão injusto. Onde estava Deus que nada fazia? Foi quando me lembrei das palavras que ouvi numa pregação do Ed: &#8220;no mundo dos homens, Deus decidiu agir através dos homens&#8221;.</p>
<p>Então entendi que Deus agiu através de mim, não só para abençoar aquele senhor com um prato de comida, mas também para tocar no meu coração e me fazer enxergar o quanto dói não ter o que comer. O quanto dói ser ignorado por uma sociedade que se preocupa em comprar, comprar, comprar e deixa pessoas morrerem de fome, de frio.</p>
<p>Eu sofro pelos pobres, famintos, esquecidos. Sofro pelos palestinos, sofro pelos iraquianos, pelas vítimas da guerra e do atual sistema de desenvolvimento. Sofro por mim mesma que me deixei cair em apatia por tanto tempo esperando que Deus faça algo e esquecendo que eu, acreditando em Cristo, deveria agir como Ele.</p>
<p>&#8221; Mateus 25:35-40 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.</p>
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		<title>o Reino de Deus chegou</title>
		<link>http://gilbertojr.ocorpo.org/2009/01/02/o-reino-de-deus-chegou/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 13:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>

		<category><![CDATA[missão integral]]></category>

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		<description><![CDATA[Mateus 3 e 4
A pregação de João era simples e austera como o deserto onde ele preparava o caminho para o Salvador: mudem suas vidas, o Reino de Deus chegou. Jesus veio e foi batizado e o Espírito de Deus veio sobre ele. Sua pregação era então a mesma de João: mudem suas vidas, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mateus 3 e 4</p>
<p>A pregação de João era simples e austera como o deserto onde ele preparava o caminho para o Salvador: mudem suas vidas, o Reino de Deus chegou. Jesus veio e foi batizado e o Espírito de Deus veio sobre ele. Sua pregação era então a mesma de João: mudem suas vidas, o Reino de Deus chegou.</p>
<p>Um amigo meu costuma fazer um comentário sobre o poema de Manoel Bandeira, “Vou me embora pra Pasárgada”, onde lemos:</p>
<blockquote><p>Lá eu sou amigo do Rei<br />
Terei a mulher que quero<br />
Na cama que escolherei.</p></blockquote>
<p>Esse meu amigo diz: “vou pra Passárgada uma ova! Passárgada é uma mornarquia! Eu jamais participaria de uma monarquia só porque eu sou amigo do rei e terei o que eu quiser onde e quando quiser!”. O Reino de Deus também não é assim. Não é uma condição de amigo de Deus na qual Ele nos dá qualquer coisa que pedirmos da maneira que quisermos.</p>
<p>Se o Reino de Deus chegou, precisamos mudar nossas vidas conforme seus mandamentos. E o principal mandamento de Deus é a sua própria essência e a experiência mais profunda que podemos compartilhar com ele: o amor às pessoas.</p>
<p>Jesus encontrava as pessoas dizendo que o Reino de Deus chegou, mas não parava por aí. Ele encontrava-se com pessoas com fome, doentes do corpo e da alma, pessoas com todo tipo de necessidade e sua pregação atingia as necessidades das pessoas como um todo, não somente suas “necessidades espirituais”. É esse o critério que demonstra quem está e quem não está no Reino de Deus que já chegou: o amor.</p>
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		<title>A loucura de um Deus encarnando.</title>
		<link>http://gilbertojr.ocorpo.org/2009/01/01/a-loucura-de-um-deus-encarnando/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 15:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Mateus 1 e 2 me fazem pensar que cristianismo é loucura. Não basta acreditar que Deus existe, é preciso acreditar que ele encarnou em um menino em Belém da judeia (na atual palestina). Você tem idéia de quão louco é isso?
O Senhor do Universo do tamanho de um menininho, nascido do ventre de uma mulher. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mateus 1 e 2 me fazem pensar que cristianismo é loucura. Não basta acreditar que Deus existe, é preciso acreditar que ele encarnou em um menino em Belém da judeia (na atual palestina). Você tem idéia de quão louco é isso?</p>
<p>O Senhor do Universo do tamanho de um menininho, nascido do ventre de uma mulher. O Senhor dos Exércitos que destruiu nações inteiras sem esforço como um menino, sendo levado no colo às pressas para o Egito, fugindo dos seus inimigos. O Deus que tem todo poder no céu e na terra precisando ser cuidado por sua mãe, precisando ser amamentado para não morrer de fome. O Deus que sabe de todas as coisas sem saber andar sobre as pernas.</p>
<p>Imagine. Poderíamos pegar um avião para a palestina e lá pegar um taxi até Belém e então através de sinais nas estrelas - isso não é loucura por si só? - saber onde é o local exato em que o &#8220;Deus dono de todo ouro e de toda prata&#8221;, está deitado não em um berço, mas no lugar onde os bichos comem sua ração, com sua família muito pobre. Entraríamos nesta casa e adoraríamos a Salvação de Deus, o Cristo. Loucura né? Mas fica pior, temos que crer hoje que isso aconteceu há 2000 anos atrás.</p>
<p>Um menino nasceu na época do império romano em uma família pobre, cresceu em uma cidade miserável, e nós cremos que ele é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, a Salvação de Deus para nós.</p>
<p>Eu creio nisso.</p>
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		<title>Beleza Desconhecida</title>
		<link>http://gilbertojr.ocorpo.org/2008/11/18/beleza-desconhecida/</link>
		<comments>http://gilbertojr.ocorpo.org/2008/11/18/beleza-desconhecida/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 22:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma moça caminhando
Arruma o cabelo, a roupa
Rebola discreta
É bela e sabe
Qualquer um sabe
Beleza default
Beleza imagem
Beleza nenhuma
Fashion-Faccismo
Formas de Platão
De plástico no prato
A beleza desconhecida
No além, como a morte
Não se reconhece bela
Não é reconhecida bela
Quando percebida
Enquanto ando
Causa espanto
É a única beleza possível
Indisponível nos catálogos
Nos supermercados
Nas passarelas.
Elas passam
Invisívelmente
Única beleza:
Desconhecida
Além, como a morte
E quando a conhecemos
Ela morre
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma moça caminhando<br />
Arruma o cabelo, a roupa<br />
Rebola discreta<br />
É bela e sabe<br />
Qualquer um sabe</p>
<p>Beleza default<br />
Beleza imagem<br />
Beleza nenhuma</p>
<p>Fashion-Faccismo<br />
Formas de Platão<br />
De plástico no prato</p>
<p>A beleza desconhecida<br />
No além, como a morte<br />
Não se reconhece bela<br />
Não é reconhecida bela</p>
<p>Quando percebida<br />
Enquanto ando<br />
Causa espanto</p>
<p>É a única beleza possível</p>
<p>Indisponível nos catálogos<br />
Nos supermercados<br />
Nas passarelas.<br />
Elas passam<br />
Invisívelmente</p>
<p>Única beleza:<br />
Desconhecida</p>
<p>Além, como a morte<br />
E quando a conhecemos<br />
Ela morre</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fé é agir sem entender porquê.</title>
		<link>http://gilbertojr.ocorpo.org/2008/09/06/fe-e-agir-sem-entender-porque/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 22:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Qualquer Coisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava lendo a bíblia, principalmente alguns textos que falam sobre salvação. Muitos deles falam sobre fé e como temos que crer em Jesus para sermos salvos. Eu nunca entendi direito essa coisa de crer para ser salvo. Hoje, depois de estudar a bíblia, especificamente sobre esta assunto durante um tempo, acho que entendi mais um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava lendo a bíblia, principalmente alguns textos que falam sobre salvação. Muitos deles falam sobre fé e como temos que crer em Jesus para sermos salvos. Eu nunca entendi direito essa coisa de crer para ser salvo. Hoje, depois de estudar a bíblia, especificamente sobre esta assunto durante um tempo, acho que entendi mais um pouco o que é isso.</p>
<p>Eu sou uma pessoa sem fé nenhuma nos líderes. Meus pais e os patrões, professores, pastores, diretores de teatro, lideres de música, etc., que o digam. Como subordinado eu sou questionador. Eu nunca faço algo que me mandem fazer sem perguntar muito porque estou fazendo aquilo.</p>
<p>Eu sempre quero entender exatamente os motivos pelos quais devo fazer o que estão mandando e qual é o efeito esperado daquela ação, qual a estratégia e o contexto envolvidos naquilo, enfim, tudo que puder saber, antes de fazer de fato. Se eu achar que tenho uma idéia melhor, vou argumentar bastante antes de abrir mão desta minha idéia.</p>
<p>Sim, eu passo por insubordinado. Mas no fim, se o líder simplesmente não quer responder todas as minhas dúvidas e simplesmente diz: faça porque eu estou mandando, eu faço. Bem contrariado mas faço.</p>
<p>Eu era mais assim quando mais novo, hoje aprendi um pouco mais a ter fé nos meus líderes. Eu era assim porque não tinha absolutamente nenhuma fé nos meus líderes.</p>
<p>Mas sei que para ser Salvo preciso ter fé em Cristo. Preciso segui-lo mesmo quando não sei onde seu caminho vai dar. Preciso obecedê-lo mesmo quando não entendo porquê. Preciso confiar totalmente nele, de olhos fechados, e fazer o que ele manda.</p>
<p>Assim, fé me parece ser bem diferente de acreditar em alguma coisa. Bem diferente de ter certeza de que alguma coisa que nos contam é verdade. É agir de uma determinada maneira: como Cristo nos guia. Ter fé em Cristo é confiar que seu caminho conduz a Deus e à experiência da Vida Eterna, e topar todos os desafios e sofrimentos que ele nos propõe, mesmo quando não parecem ser a melhor decisão, a melhor coisa a fazer, simplesmente por Fé.</p>
<p>Agora, saber o que é seguir a Jesus, quais sao seus mandamentos no nosso dia a dia, o que fazer para segui-lo em cada decisão, em cada momento, são outros quinhentos. O melhor é que, na medida que vamos seguindo a Cristo, vamos entendendo o caminho. Não podemos tentar entender primeiro para depois obedecer, justamente porque muitas vezes só entendemos depois de obedecermos.</p>
<p>Minha oração é para que o Espírito Santo me ajude, e ajude a cada um de vocês a crer em Jesus Cristo cada vez mais.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Eu acredito na Veja&#8221;</title>
		<link>http://gilbertojr.ocorpo.org/2008/09/03/eu-acredito-na-veja/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 13:56:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta postagem é um comentário à postagem de hoje de Luis Nassif chamada &#8220;A razão e a fé na CBN&#8221;. Ele diz:
Curioso o diálogo entre Carlos Heitor Cony e o Artur Xexéo, mediado pelo Heródoto, na CBN. Heródoto levanta o tema da escuta &#8220;da ABIN&#8221;.
Cony diz que não existe nenhum indício mais concreto de que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta postagem é um comentário à postagem de hoje de Luis Nassif chamada <a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8776">&#8220;A razão e a fé na CBN&#8221;</a>. Ele diz:</p>
<blockquote><p>Curioso o diálogo entre Carlos Heitor Cony e o Artur Xexéo, mediado pelo Heródoto, na CBN. Heródoto levanta o tema da escuta &#8220;da ABIN&#8221;.</p>
<p>Cony diz que não existe nenhum indício mais concreto de que foi a ABIN, que poderia ser o próprio Daniel Dantas, que não há nenhuma prova taxativa sobre a autoria do grampo.</p>
<p>Xexéo diz que foi a ABIN porque ele &#8220;acredita na Veja&#8221; e jamais a revista soltaria uma matéria dessas sem ter certeza. Cony levanta o exercício salutar da dúvida. E Xexéo o exercício sólido da fé.</p></blockquote>
<p>Não é somente Deus e as entidades religiosas e espirituais das mais diversas ordens que são objeto de Fé. Na nossa sociedade secularizada, e por causa da ideologia dominante, a fé das pessoas torna-se para entidades menores, bem menores, como a revista Veja ou a rede Globo ou a Folha ou o Estadão.</p>
<p>Estes publicadores de notícias têm &#8220;credibilidade&#8221;. Uma mídia que tem credibilidade é uma mídia que se faz crer, que reúne em torno de si uma multidão de crentes. E isso é um poder maior do que estas empresas deveriam ter.</p>
<p>Por mais que haja aqueles que denunciem as mentiras e as falsidades, ou ainda a omissão e a parcialidade que acontecem na mídia todos os dias, as pessoas não dão atenção a estes profetas, nem lêem a pequena seção &#8220;erramos&#8221;. Preferem crer: se é a revista Veja que está dizendo, então é verdade.</p>
<p>Será que estas mídias não escolhem o que querem noticiar, o que é e o que não é notícia, e qual tratamento darão à notícia, de acordo com seus interesses empresariais? Será que essa mídia não manipula a classe média, fazendo dessas pessoas gados humanos?</p>
<p>Porque tenho fé, duvido.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A benção e a maldição da Cruz</title>
		<link>http://gilbertojr.ocorpo.org/2008/09/03/a-bencao-e-a-maldicao-da-cruz/</link>
		<comments>http://gilbertojr.ocorpo.org/2008/09/03/a-bencao-e-a-maldicao-da-cruz/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 05:32:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>

		<category><![CDATA[Sermão]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu era adolescente eu usava um colar com uma pequena cruz de metal como pingente. Eu sempre gostei de carregar coisas físicas que me lembrassem de olhar para Deus. Nesta época, seguindo a tradição evangélica de não gostar de nenhum tipo de imagem ou símbolo, principalmente os que lembram a igreja católica, alguns amigos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era adolescente eu usava um colar com uma pequena cruz de metal como pingente. Eu sempre gostei de carregar coisas físicas que me lembrassem de olhar para Deus. Nesta época, seguindo a tradição evangélica de não gostar de nenhum tipo de imagem ou símbolo, principalmente os que lembram a igreja católica, alguns amigos achavam muito estranho eu usar aquilo - o que era mais um motivo para eu usar - diziam que é um sinal de maldição.</p>
<p>É verdade, a Bíblia declara que aquele que é pendurado numa cruz é maldito. Mas a Bíblia também declara que a cruz é uma benção, pois foi através da morte de Jesus na Cruz que somos justificados.</p>
<p>Cristo ordenou que aquele que quiser segui-lo deve tomar sobre si sua cruz. O que ele quer dizer? Esta cruz é benção ou maldição? As duas coisas.</p>
<p>É maldição, porque na época em que Cristo vivia, todo aquele que carregasse uma cruz sobre si era alguém sem honra, um marginal, alguém que não vale nada. Quando seguimos a Cristo, nossos valores e nossos princípios tornam-se diferentes, então somos vistos como malditos.</p>
<p>Somos vistos pelo mundo como malditos quando deixamos de ganhar mais dinheiro com aquele jeitinho&#8230; Quando deixamos de tirar proveito em determinadas situações&#8230;</p>
<p>Mas a cruz também é benção porque o Sangue de Cristo vertido na Cruz nos purifica de todo o pecado. É olhando para a cruz todos os dias, e carregando sobre si nossa própria cruz, que podemos suportar continuar convivendo com a nossa natureza pecaminosa.</p>
<p>Jesus não disse somente para carregarmos a cruz, mas para negarmos a nós mesmos. Essa é a imagem da cruz: a negação de si mesmo, enquanto o mundo afirma que nada é mais importante do que &#8220;a si mesmo&#8221;. &#8220;Se eu sou feliz assim, não há nada de errado nisso&#8221;, dizem.</p>
<p>Mas Cristo vai além, através do imperativo do Amor, ao seguirmos a Cristo negamo-nos a nós mesmos e afirmamos o outro. Deixamos de buscar a nossa felicidade em primeiro lugar e buscamos a felicidade do próximo. Assim, quando encontramos o outro, reencontramos a nós mesmos de outra maneira, de uma maneira mais profunda e encontramos a Deus.</p>
<p>No &#8220;mundo&#8221; o eu é afirmado. Na cruz o eu é negado. No amor acontece a síntese, a negação da negação. Desta maneira, eu reencontro o sentido da minha vida ao buscar o melhor para a vida do próximo, reencontro a minha felicidade ao procurar a felicidade para o outro. Quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la, e quem quiser perder sua vida vai salvá-la.</p>
<p>Cristo nos trouxe a salvação. Ele não nos salvará somente no futuro, depois da nossa morte, Ele já nos salvou! Quando seguimos a Cristo, a cruz é uma realidade no dia-a-dia. É porque estamos salvos que podemos levar benção para o mundo que nos vê como malditos.</p>
<p>Quando adolescente, eu não me importava que meus amigos disessem que eu estava errado por carregar uma cruz de metal no peito&#8230; Hoje eu não me importo de carregar a minha cruz e seguir a Cristo, haja o que houver.</p>
<p>Além disso, negar a mim mesmo, carregar a minha cruz e seguir a Cristo significa estar ao lado daqueles que neste mundo são malditos, excluídos, marginalizados, oprimidos, e lutar pela sua libertação.</p>
<p>Carregar uma cruz no peito era muito fácil. Carregar a Cruz do evangelho integral de Cristo para onde quer que eu vá é muito mais difícil.</p>
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		<title>Ser importante não é importante</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 16:21:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>

		<category><![CDATA[Sermão]]></category>

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		<description><![CDATA[Seja na minha profissão, no teatro ou na música, seja como escritor e até mesmo quando estou com meus amigos mais íntimos, às vezes eu me pego falando ou agindo como se fosse alguém importante, querendo parecer importante. Eu já fui bem pior nisso, acho que, com a graça de Deus, estou melhorando. Tenho certeza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seja na minha profissão, no teatro ou na música, seja como escritor e até mesmo quando estou com meus amigos mais íntimos, às vezes eu me pego falando ou agindo como se fosse alguém importante, querendo parecer importante. Eu já fui bem pior nisso, acho que, com a graça de Deus, estou melhorando. Tenho certeza de que você já se pegou fazendo (ou deixando de fazer) algo só para parecer importante.</p>
<p>Nós vivemos numa sociedade que vive numa competição doentia. É como se estivéssemos em olimpíadas permanentes: num ambiente no qual todo mundo precisa ser melhor do que todos, sempre. Todo mundo sente-se obrigado a ganhar o ouro ou amargar na tristeza da derrota.</p>
<p>Para seguir a Jesus Cristo é preciso olhar para ele. Quão bem-aventurados foram aqueles que puderam vê-lo em carne e osso aqui na terra! Nós não podemos fazer isso, mas podemos ler o que aqueles que o viram e tocaram narraram sobre o Cristo.</p>
<p>Todos esperavam do Messias um rei conquistador, que trouxesse a vingança de Deus sobre todos os povos. Esperavam um homem poderoso e cheio de majestade e glória. Todos esperavam que o Messias fosse alguém muito importante. Mas para a decepção de muitos, ele não veio assim.</p>
<p>Em sua carta aos filipenses, Paulo diz que Cristo &#8220;embora existindo na forma de Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a forma de escravo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai&#8221;.</p>
<p>Não podemos ver a Cristo, mas podemos imaginá-lo. Ele não parecia ser alguém importante. Não havia uma aureola brilhante sobre sua cabeça. Ele não se vestia de maneira diferente dos seus discípulos e do povo ao seu redor. Ele parecia-se com um servo; com alguém que veio de uma vilinha minúscula na periferia, de um lugar de onde não se espera que venha nada importante.</p>
<p>Às vezes nós temos a impressão de que se formos importantes todo mundo vai gostar da gente. Mas as pessoas não amam pessoas importantes, as pessoas invejam ou idolatram pessoas importantes.</p>
<p>Ser importante não é importante. Parece um clichêzão dos mais batidos, mas o importante é amar as pessoas. Se seguimos a Cristo, que viveu entre os homens simples como um homem simples, devemos buscar viver como ele. E assim como ele fez, devemos estar ao lado daqueles que não são importantes e lutar ao lado deles.</p>
<p>Nosso motivo para trabalhar, não pode ser para construir uma carreira de sucesso e nos tornarmos pessoas importantes, invejadas e idolatradas. Nosso motivo para acordar todas as manhãs e trabalhar é ajudar as pessoas, ajudar a construir um mundo melhor, lutar por aqueles que sofrem, viver como Cristo viveu.</p>
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