Gostamos de afirmações definitivas, não de dúvidas.
Meus últimos artigos têm apresentado mais dúvidas do que afirmações. Ed René publicou no informativo IBAB de ontem um artigo que fala justamente disso, chama-se Há Controvérsias. Segue um resumo:
“Gostamos de afirmações categóricas, declarações definitivas e certezas. Não gostamos de perguntas, considerações provisórias, dúvidas, debates e discussões.
Gostamos de respostas prontas e critérios claramente definidos. Não gostamos de probabilidades, possibilidades e indicadores relativos.
Gostamos de “isso ou aquilo”. Não gostamos de “isso e aquilo”. Gostamos de “certo e errado”. Não gostamos de “nem certo, nem errado”, apenas diferente.
Deus é amor. Deus é justiça. Quando, então, devemos agir com amor e quando devemos optar pela justiça? Exigimos: uma coisa ou outra, categoricamente, sem necessidade de interpretações. Dizer que somente a ação amorosa é justa e somente a ação justa é amorosa deixa margens para mal entendidos e, conseqüentemente, confusão. Melhor é escolher entre uma coisa e outra; as duas não dá. Ou amor ou justiça.
Talvez por isso sejam poucos os que se aventuram pelas trilhas do discipulado de Jesus. Seguir a Jesus implica abandonar o jugo da lei para buscar a justiça do reino de Deus. A justiça sempre extrapola a lei.
O ser humano é complexo demais para que suas ações sejam resumidas a um conjunto de “isso pode e isso não pode”. A vida é complexa demais para que tenha suas circunstâncias definidas em termos absolutos por mandamentos, regras e normas de procedimento. A vida não cabe num manual.
Tomar decisões é uma arte que carece de boa consciência. E a boa consciência não é aquela que sabe, é aquela que ama. Como bem disse Santo Agostinho, “ama e faze oque quiseres”, o que significa que quando a gente ama não existe certo e errado, certo? Há controvérsias.



Acredito que não podemos ser categoricos, até porque estariamos sendo dialético que é o contraditório da exlética.
Gilberto - 12/06/2008 às 9:34 am