O luto de Ricardo Gondim
A nota abaixo foi publicada por Augustus Nicodemus, que comenta:
“[...] impressiona a percepção, a clareza e a firmeza teológica dos fundadores originais da Assembléia de Deus Betesda, o que nos inspira e anima, numa época de tibieza e indecisão doutrinárias”
Abaixo, os links dos artigos citados na nota:
Em seu site, Ricardo desabafa:
“Semana passada vi-me diante do lado mais nefasto da religião. Tentaram despedaçar minha integridade, enjaular minha liberdade, quebrar minha caneta, suicidar minha poesia. Estou de luto. Preciso calar por um tempo.”
Me parece absurdo que Augustus Nicodemus comemore algo tão ruim. Me parece ainda mais absurdo que, sendo Calvinista e presbiteriano, ele elogie “a clareza e a firmeza teológica” de uma igreja cuja teologia, pentecostal, é muito diferente da sua. Fica parecendo que não importa muito para ele qual seja a teologia da igreja betesda, desde que Ricardo Gondim saia perdendo.
Falta respeito e honestidade intelectual.
Esta atitude de Augustus Nicodemus não me parece nem um pouco cristã. Ou talvez até seja, mas como a atitude dos “cristãos” que queimavam, há séculos atrás, qualquer pessoa que cometesse a ousadia de pensar.
A igreja evangélica de hoje teria expulsado de seu meio cada um dos grandes pensadores dos primeiros séculos da história da igreja. Na “comunidade evangélica” é proibido pensar. É proibido ter dúvidas.
Hoje estou de luto com Ricardo.
E como Oswald de Andrade, permaneço “Contra todas as catequeses” e “Contra todos os importadores de consciência enlatada”.


