As 10 igrejas do futuro
Encerrando a série de palestras sobre “As novas faces do Cristianismo”, ministradas na IBAB nos últimos meses, Ed René Kivitz definiu o que, na sua opinião, serão as 10 principais possibilidades de igrejas no futuro no Brasil. Seguem as minhas anotações sobre o que foi dito:
1. Denominacionalismo dogmático
Igrejas tradicionais (batistas, presbiterianas, metodistas, etc) que buscarão preservar suas doutrinas e sua tradição. A exemplo do que vem acontecendo na Europa, estas igrejas deverão redução na sua quantidade de membros. No futuro, muitas destas igrejas poderão fechar, tornando-se bibliotecas e centros de cultura cristã.
2. Pentecostalismo histórico
Igrejas pentecostais buscando preservar o movimento pentecostal, com ênfase no poder e nas experiências místicas que caracterizam o movimento. Um exemplo é a Assembléia de Deus, a maior igreja evangélica do Brasil, muito maior que qualquer igreja neo-pentecostal. É um movimento que deve continuar crescendo.
3. Neopentecostalismo
Igrejas independentes e novas. São sincretistas, misturando religiões africanas, indígenas características da cultura brasileira com a tradição cristã pentecostal e católica. Por pregarem um evangelho falso, que promete bençãos materiais em troca da fé, são consideradas “uma arma de ataque de satanás” contra a Igreja. Apesar disso, é um movimento que deve continuar crescendo.
4. Igrejas com engajamento social
Comunidades católicas que têm como base a teologia da libertação e protestantes com base na teologia da missão integral. São igrejas que procuram transformar a sociedade dando forte ênfase ao engajamento social.
5. Evangélicos nominais.
Pessoas que buscam mudança de religião e não mudança de vida. Ex-católicos, principalmente, que a princípio são atraídos por promessas de bençãos materiais mas tornam-se frustrados e deixam de se comprometer com a igreja, sem deixar de se declararem “evangélicos”. Tem tendência forte a crescer nos próximos anos.
6. Comunidades intependentes.
Igrejas fundadas para corrigir desvios das igrejas de onde saem seus fundadores. Segundo Ed René, estas igrejas tendem com o tempo à institucionalização e aos mesmos desvios que nasceram para corrigir.
7. Igrejas nas casas.
Deve crescer o número de pessoas que não freqüentam nem são membros de igreja (instituição) nenhuma, mas que reúnem-se com outros cristãos nas casas.
8. Igrejas administadas como empresas.
Embora seus líderes tenham boas intenções, são igrejas que utilizam “pacotes metodológicos” importados. Igrejas que seguem os métodos do G12, Igreja com propósitos, etc. Segundo Ed René, estes métodos são a maneira como as igrejas se organizaram após crescerem, não o método que utilizaram para crescer. Estes métodos induzem as igrejas a terem o crescimento como como objetivo principal. Por isso estes métodos, na sua opinião, não deveriam ser utilizados.
9. Igrejas-impérios privativos personalistas
São empreendimentos de homens visionários. Business. Igrejas com forte ênfase no marketing e propaganda, que divulgam suas marcas (vendendo produtos associados a elas, inclusive) e existem para ganhar dinheiro e juntar capital político. Ed citou a “Marcha para Jesus” como um evento para “juntar capital político”. Segundo ele, por terem um “dono”, estas denominações estariam desclassificadas como igrejas.
10. Igreja na informalidade
Um movimento não-insititucional. São cristãos que aproveitam instituições, igrejas, missões, teólogos, sem se comprometerem com (ou se tornarem membros de) nenhuma instituição. É o cristão que, por exemplo, vai de vez em quando em uma ou outra comunidade, dá seu dízimo para uma ONG, ajuda uma determinada Missão, mas não pertence a nenhuma destas expressões. Segundo Ed, este tipo de cristão pode se tornar mais comprometido com o cristianismo do que os outros nove anteriores, aproveitando o que várias instituições diferentes têm de melhor.



Acho que o modelo mais interessante é o culto nas casas, que remete à igreja primitiva, embora hoje em dia isso não seja tão fácil assim já que volta e meia esses cultos em casa acabam se transformando em uma nova igreja. Mas reuniões em pequenos grupos e em casas ajudam a melhorar a comunhão, fazendo com que as pessoas fiquem mais íntimas.
Não acho interessante a última opção justamente por alta de comunhão. Onde entra a “igreja família” nessa história? Fora que quando a pessoa não tem vínculos é bem mais fácil de se desviar em algum momento, na minha opinião. Além disso acho importante você ter uma autoridade pastoral na sua vida.
Ju! - 21/06/2007 às 2:09 amOi Juliana,
Também simpatizo com as reuniões nas casas.
Discordo de você quanto à igreja na informalidade. Uma pessoa não precisa ser membro formal de uma igreja para ter um pastor (que deve ser alguém que o ajuda espiritualmente, não uma “autoridade”), nem para ter amigos espirituais.
Obrigado pelo comentário.
Gilberto Jr - 21/06/2007 às 3:04 amCertamente é um quadro preocupante do presente e do futuro, que será de nossos filhos e netos? que podemos faser para evitar tanto descalcalabro?
pastor gilberto - 21/06/2007 às 9:24 amDeve ter sido bacana o assunto, mas faltou uma igreja
Henry - 21/06/2007 às 11:52 amAvivamento Bíblico
essa é a certa,rs
Oi Henry. Não faltou nao… o avivamento bíblico (embora tenha algumas congregações beirando o neopentecostalismo e outras - como a do Tércio no nordeste - no “modelo importado”) é Pentecostal Histórica. Eu acho muito importante o Avivamento se posicionar de maneira mais forte em relação a isso… eu gosto muito do “pentecostalismo moderado” do avivamento, como uma síntese, combinando o melhor da assembléia e da metodista… as duas fontes de onde nasceu a IEAB.
Gilberto Jr - 21/06/2007 às 1:49 pmPEÇO PERDÃO, MAS…NINGUÉM PODE SALVAR OU ORIENTAR NINGUÉM, A SALVAÇÃO JÁ ESTÁ DENTRO DE TODOS, BASTA ENCONTRÁ-LA ABRINDO O CORAÇÃO PARA DEUS, E DEIXAR O MUNDO COM SUAS MESQUINHARIAS(ESTE É O MODO JUSTO E PERFEITO) NÃO SE É MEDIDO PELA SABEDORIA, MAS PELA HUMILDADE E DEDICAÇÃO AO PRÓXIMO.
GILBERTO - 22/06/2007 às 9:17 pmOS INDÍGENAS FORAM TODOS PARA O INFERNO, POR DESCONHECEREM A PALAVRA…NÃO ? ENTÃO PORQUE VAI INTERESSAR O DESTINO DAS IGREJAS, JESUS DISSE: QUANDO FORES ORAR ENTRA EM TEU QUARTO E EM SECRETO ORE A DEUS.
NÃO PRECISAMOS DE LOCAIS, TUMULTOS E CONFUSÕES NA DISPUTA DE SABEDORIA. NO MEU ENTENDER TODAS AS RELIGIÕES IRÃO SUCUMBIR A SEUS PRÓPRIOS DESVAIROS NO SEU DEVIDO MOMENTO.
UMA IGREJA OU UM TEMPLO CHEIOS DE BELEZAS É UMA VERGONHA DIANTE DE DEUS, ENQUANTO VÁRIOS IRMÃOS MORAM NAS RUAS, TIREM SEUS SANTOS E BANCOS E FAÇAM DESTES LOCAIS HOSPITAIS, REFEITÓRIOS, ABRIGOS E LIMPEM AS CHAGAS DOS QUE SOFREM E MATEM A FOME DOS PEQUENINOS, PORQUE O REINO DE DEUS FOI FEITO PARA ELES.”UM REINO SÓ SOBREVIVE SE HOUVER, BONDADE E JUSTIÇA”
Acredito que placa de igreja não pode e não irá salvar ninguém, mas o que existe por traz da placa que são doutrinas estabelecidas segundo a vontade de Deus irá fazer toda a diferença entre os salvos e os perdidos.
sendo assim pensem nisso
Lembra-te do dia de sabado para santificar…. exodo cap. 20
Resta um repouso para o povo de Deus…. Hebreus cap. 4
CLÉBER - 19/10/2007 às 2:45 pmBastante interessante os comentarios pois mede a opiniao popular. Mas por falar em avivamento é bom ler a Biblia e verificar que os que chamam para o avivamento, se confere com os ali referidos. Dr Loyd Jones promoveu um dos maiores avivamento que começou na Inglaterra e espalhou pelo resto do mundo. Avivamento genuinamente biblico, com exposição da palavra e chamado para o arrependimento. L.Jones, apontava para Jesus, Deus o Espirito Santo, de suas pregações era após oração e jejeum. Vejo nos avivamentos as estrelas Pastora ou Pastor, Missionário, etc e tal e muito barulho, gritos e até tombos. Vejo hoje um espetáculo e olho para os esboços das pregações do Dr L. Jones e quanta diferença que me arrepio.
J.Paulo - 29/12/2007 às 9:45 pm