Deus é uma pessoa que ama, parte 2

Por Gilberto Jr, dia 30/03/2007.

Complementando o que disse no artigo anterior. Este meu modo de pensar não é necessariamente diferente da formulação ortodoxa. Quando a igreja define no que as pessoas da trindade são iguais e no que são diferentes, a única diferença entre essas pessoas é “o modo que lhe é próprio na Trindade”.

O modo de pensar de Tertuliano, Agostinho, entre outros é que, no meu modo de ver, é diferente da formulação ortodoxa e principalmente da revelação bíblica, pois é altamente influenciado pela filosofia grega.

No que as três pessoas são iguais.
Pai, Filho e Espirito Santo são Santos, têm conhecimento pleno de todas as coisas, têm emoção, sofrem, alegram-se, estão presentes em todo lugar, são todo-poderosos, são bons, compartilham dos mesmos princípios e valores, cooperam para o mesmo alvo, agem com o mesmo objetivo, têm a mesma vontade, estão de acordo sobre todos os assuntos, não discordam em nada, amam o mundo e se relacionam com o homem.

No que as três pessoas são diferentes.
Jesus viveu como homem entre nós, como o último adão (1 Coríntios 15:22) limpando a natureza pecaminosa da humanidade. A sua revelação de Deus chega até nós pela bíblia e pelos seus ensinamentos através da tradição apostólica. Ele está no céu aguardando o tempo certo para voltar, para viver conosco para sempre reinando no novo céu e na nova terra.

O Espírito Santo foi enviado depois que Jesus subiu ao céu, porque Jesus já não poderia mais ficar entre nós em carne e osso. Nosso corpo, nosso coração, nosso espírito é seu Templo. A sua revelação de Deus chega até nos de maneira pessoal a cada um, inspirando pensamentos que são nossos mas cuja origem é Ele. Ele está vivendo em nós.

O pai é o Criador e origem de todas as coisas. A sua revelação de Deus chega até nos através da criação… Cientistas como Albert Einstein viram Deus claramente através da sua criação. Um universo tão complexo e com “coincidências” que cooperam para a existência da vida tão grandiosamente absurdas só poderia ser obra de Deus. Ele se faz presente na sua criação (quem nunca sentiu Deus ao ver coisas como as Cataratas do Iguaçu?).

Qual é o meu ponto, então?
Porque essa polêmica toda, se eu não discordo da ortodoxia? Porque eu acredito que reduzir o Pai a uma abstração como fizeram os teólogos dos primeiros séculos é um erro. Porque eu acredito que separar totalmente o Pai do sofrimento da cruz é um erro. Porque eu acredito que deixar que o pensamento pagão defina Deus, acima da revelação bíblica, acima da revelação de Cristo de um Pai amoroso que se relaciona conosco, é um erro.

Creio que a formulação ortodoxa da trindade está correta. Mas alguns pensamentos que levaram até ela e algumas interpretações práticas dela estão erradas.

Um Comentário

  1. Gilberto JR

    Gostei muito do artigo que li em teu site.
    Concordo sobre teus questinamentos e as vezes ter que admitir que estamos errados e temos que mudar. Existe aqueles que se dizem ortodoxos, mas estão só na letra morta.
    Creio que andar no espírito também é admitir que podemos nos enganar no natural.
    O importante é buscar a verdade, sinceramente, mesmo que nem sempre ela seja favorável no momento.

    Um abraço

    Sergio Luis

    Sergio Luis - 4/04/2007 às 1:05 pm

Seu comentário