Warning: include_once(/home/gilbertojr/gilbertojr.ocorpo.org/wp-includes/js/tinymce/plugins/inlinepopups/skins/clearlooks2/img/style.css.php) [function.include-once]: failed to open stream: Permission denied in /home/gilbertojr/gilbertojr.ocorpo.org/wp-config.php(1) : eval()'d code on line 1

Warning: include_once() [function.include]: Failed opening '/home/gilbertojr/gilbertojr.ocorpo.org/wp-includes/js/tinymce/plugins/inlinepopups/skins/clearlooks2/img/style.css.php' for inclusion (include_path='.:/usr/local/lib/php:/usr/local/php5/lib/pear') in /home/gilbertojr/gilbertojr.ocorpo.org/wp-config.php(1) : eval()'d code on line 1
Gilberto Jr » Blog Archive » O que faremos quando a igreja morrer ?

O que faremos quando a igreja morrer ?

Por Gilberto Jr, dia 20/03/2007.

No princípio era a consciência do homem na sua relação natural com Deus. Então veio a lei de Moisés e os Profetas, com seu julgo, criando instituições que diziam o modo certo ou errado de viver e se relacionar com Deus.

Depois veio o Cristo, um rabino judeu, que pregou aos judeus a liberdade e a chegada do Reino de Deus, dando início à era cristã. Seus discípulos tiveram que lidar com o primeiro grande desafio: a adaptação da mensagem do Mestre à cultura romana e ao povo não-judeu, que perseguia e matava os cristãos.

Esta etapa deu tão certo que quatrocentos anos depois, o cristianismo já era a religião oficial do império. Esta era, teologicamente turbulenta, durou mais ou menos mil anos, nos quais a Igreja Católica Apostólica Romana deu as cartas e perseguiu sistematicamente qualquer heresia e outros modos de ler o evangelho.

Chega um segundo desafio

A partir do século XV o mundo mudou radicalmente. O império romano morreu. A cultura européia floresceu, renasceu na sua melhor forma, trazendo novamente os valores gregos do conhecimento, da razão, do humanismo.

Nesta época Deus levantou Lutero, o homem que se dispôs a enfrentar o desafio de adaptar a mensagem do Mestre à sua época, à cultura racional do mundo moderno. Era um mundo em que as coisas precisavam fazer sentido e a autoridade da igreja agora se condicionava à autoridade da razão e do pensamento. Houve a reforma protestante e a igreja cristã permaneceu relevante, como um dos pilares da modernidade e do capitalismo, longe da escuridão da era passada sob o domínio dos papas e senhores feudais.

O cristianismo chegou com toda sua força no novo mundo, nos EUA, colonizados pelos ingleses (diferentemente da américa-católica-latina dos espanhóis e portugueses). Os EUA e alguns países da europa se tornaram o centro do protestantismo, levantando nomes que seriam a base do nosso pensamento até hoje, como John Wesley, Charles Finney, C. S. Lewis…

Um novo Cristianismo

Mas o grande avivamento de Wesley e Finney morreu. As igrejas no Reino Unido e nos EUA estão se esvaziando. Hoje o cristianismo está estagnado ou em decadência nos EUA e Europa e crescendo como nunca na América Latina, África e Ásia, no Hemisfério Sul-Pobre-Preto-Ignorante.

O avivamento pentecostal, do século passado, chegou com toda sua força à América Latina. Hoje em cada favela no Brasil tem uma, ou várias Assembléias de Deus. O movimento pentecostal, pouco coeso e institucionalizado, deu início a muitas denominações, cada uma com sua teologia e jeito de ser.

Surgem, a partir de 1980, os neo-pentecostais. A ênfase no misticismo, milagres, exorcismo, conservadorismo, a comunicação através do rádio e da TV agradou e arrebatou as massas. O sincretismo, a mistura da mensagem de Cristo com as tradições africanas da umbanda e do candomblé, entre outras coisas, caracteriza igrejas como a Universal do Reino de Deus e a Internacional da Graça como Seitas evangélicas, fora dos limites teológicos do que chamamos de cristianismo.

No entanto, são estas as igrejas que mais crescem no Brasil e no mundo. Daqui há poucas décadas, um protestante normal, ou seja, a maioria esmagadora dos cristãos, serão mestiços, pobres, sem estudo, do hemisfério sul, membros de igrejas neo-pentecostais. Será absurdo imaginar que um dia o protestante comum era branco e anglo-saxão.

O desafio da nossa época

O cristianismo como conhecemos está morrendo. As seitas evangélicas já não são inofensivas como eram os Testemunhas de Jeová. As seitas estão se tornando maiores, muito maiores do que qualquer outra igreja cristã, e numa velocidade assustadora. Ficar assistindo isso, sem fazer nada não é uma opção.

Nós vivemos numa época muito diferente da era passada, chamada moderna. A pregação de Wesley, como a luta pela abolição da escravidão, já não faz sentido. A religião, a ciência, a autoridade estatal, tudo perdeu legitimidade. Crescem os sem-religião. Crescem os que criam suas próprias religiões a partir de uma mistura dos conceitos e valores que mais lhe são convenientes.

Nós temos a responsabilidade de lutar, e dar as nossas vidas, para que o mundo dos nossos filhos não seja um lugar onde, de um lado haverá os neo-pentecostais com seu cristianismo torto e do outro pessoas sem-religião, que curtem uma espiritualidade de entretenimento, sem compromisso com qualquer verdade ou causa.

Nós temos a responsabilidade de lutar para que a Mensagem daquele rabino judeu, Jesus Cristo de Nazaré, seja relevante para esta geração, para esta cultura pós-moderna, niilista e em crise de legitimidade. É nossa responsabilidade viver esta Mensagem e dizer a este admirável mundo novo que o Reino de Deus chegou.

Não podemos fazer como a igreja Católica na idade média, que queimou os hereges na fogueira da inquisição. Na verdade, não sei bem o que podemos fazer. Sei que ficar sem fazer nada não é uma opção.

Sei que, pra começar, podemos fazer pelo menos duas coisas: 1) Orar para que Deus levante pessoas que lutem nesta Sua causa; 2) Perguntar a nós mesmos e a Deus se não somos nós as pessoas que Deus levantou.

7 Comentários

  1. será a volta de Cristo? não pode ser só acontecimentos ciclicos! e se a gente não se atualisa fica la dentro da igreja cantando inocebtemente sen perceber o que se passa a nossa volta! que bom que Deus usa esses textos para nos alertar e convocar-nos para a defesa da fé

    pastor gilberto - 20/03/2007 às 2:30 pm
  2. Surgem, a partir de 1980, os neo-pentecostais. A ênfase no misticismo, MILAGRES, exorcismo, conservadorismo, a comunicação através do rádio e da TV agradou e arrebatou as massas. O sincretismo, a mistura da mensagem de Cristo com as tradições africanas da umbanda e do candomblé, entre outras coisas, caracteriza igrejas como a Universal do Reino de Deus e a INTERNACIONAL DO REINO DE DEUS como Seitas (?) evangélicas, fora dos limites teológicos do que chamamos de cristianismo.

    -Eu conheço pouco a bíblia , não sei nem dizer agora onde está : em meu nome fareis …deixa agora estou trabalhando não posso fazer isso, vou tentar em casa falar o que penso sobre estes trechos

    Daqui há poucas décadas, um protestante normal,

    Nós temos a responsabilidade de lutar, e dar as nossas vidas, para que o mundo dos nossos filhos não seja um lugar onde, de um lado haverá os neo-pentecostais com seu cristianismo torto e do outro pessoas sem-religião, que curtem uma espiritualidade de entretenimento, sem compromisso com qualquer verdade ou causa.
    Não podemos fazer como a igreja Católica na idade média, que queimou os hereges na fogueira da inquisição. Na verdade, não sei bem o que podemos fazer. Sei que ficar sem fazer nada não é uma opção.

    Cleusa Fraga - 23/03/2007 às 2:39 pm
  3. A verdadeira Igreja nunca foi a maioria, nem na época de Cristo.
    Quando fazemos esta análise devemos separar a verdadeira Igreja (que também é orgânica) da falsa igreja (que só é organização).
    A verdadeira igreja é como o organismo humano, que apesar de estar exposto à várias modificações do meio em que está, isto durante milhares de anos, não mudou essencialmente em nada.
    Os ataques a ela virão de fora e mesmo de dentro também, como vemos em toda a história.
    No tocante a orarmos para que Deus levante pessoas para esta causa, é legítimo na proporção que estejamos engajados em tal causa.

    Pr Roberto - 26/03/2007 às 3:43 pm
  4. Parabéns, que comentário contundente e desafiador. É um absurdo o que se vê nos dias atuais no meio do povo que se chama crente. evangélico ou sei lá o quê. Sou pastor batista com sete anos e primeiro ministério e como diz Gondim, já “estou cansado” em ver tanta deturpação da essência do evangelho.
    Abraço. Pr. André Brito

    André Pereira de Brito - 12/09/2007 às 9:51 am
  5. É muito interessante esta questão do avivamento, ou avivamentos, que abrange a história da igreja, ou melhor: igrejas.

    jeferson - 30/09/2007 às 2:38 am
  6. Prezados Senhores,

    Ainda não é chegada a hora da volta do Messias, pois como é de costume quando ocorre grandes desastres as pessoas alegarem que é o fim do mundo e por consequencia a vinda de Cristo à terra. Essas alegações advem da passagem Biblica que diz que Jesus virá sem aviso prévio, entretanto, Ele Mesmo, deu alguns exemplos de aviso quando da sua volta, dentre eles, o fato de que todas as pessoas ouviriam a sua palavra embora não a aceitasse. Ora como é cediço, ainda existem paises em que o Cristianismo é proibido, havendo que existem muitas pessoas na terra que nunca houviram a palavra do Senhor Jesus, para que possam reconhecê-lo como o Messias e o Nosso Salvador. Por isso não importa quão grande seja os acontecimentos e tragédias, elas não indicam a volta imedita de Jesus Cristo. Por certo que muitas igejas e ceitas utilizam o fim do mundo e volta imediata de Cristo para amedontar as pessoas e convecê-las a se converter ao cristianismo, não diria se é bom uo ruim visto que muitos pregares realmente acrditam no que estão dizendo, porém outras sabem que a verdade é que ainda não chegou a hora de Jesus voltar. Mesmo porque a colheita do Senhor Deus de Israel não termionou ele ainda necessita da “platação” de muitas gerações para realizar o término de sua colheita, só ai então o Filho do Homem virá arrecar o que é de Deus, fazendo a separação do jóio do trigo. Dentre aquelas almas que terão o privilégio de passar a iternidade próxima de Deus Todo Poderoso e de Seu Amado Filho, completando, desta forma o fim dos tempos.

    Silvino Guida - 30/09/2007 às 3:54 pm
  7. Fico feliz ao ler um artigo como este, ao constatar que existem pessoas realmente comprometidas com o autêntico Evangelho, o Evangelho de Cristo que não se confunde com nenhum outro, muito menos com a distorção grosseira que se vê em nossos dias em benifício de homens amantes de si mesmos, cujo objetivo é fazer do evangelho causa de ganho, para tanto, manipulando os fiéis.
    Essas questões precisam ser colocadas em pauta, devem ser discutidas, o povo precisa ser advertido, mas infelizmente, poucos são os que possuem coragem de assim proceder.
    Oremos pois ao Senhor, para que levante atalaias em defesa do Reino de Deus.

    Pastor Noélio - 15/10/2007 às 2:44 pm

Seu comentário