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Os caminhos da igreja: abrir a mente ou analfabetizar-se

Por Gilberto Jr, dia 8/02/2007.

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Ricardo Gondim disse, numa postagem recente no seu site, chamada Recordar é Viver:

Seria bom se os evangélicos se lembrassem que a consolidação da religião deles só se deu na primeira metade do século XX; e que são oriundos de uma recentíssima síntese entre o pietismo alemão, o puritanismo inglês, o fundamentalismo norte-americano e a rápida expansão do pentecostalismo. Muito antes dos evangélicos, já havia o cristianismo ortodoxo grego, armênio, russo; muito antes de Lutero, as pessoas amavam a Deus na igreja católica romana; mesmo no chamado milênio de trevas, Cristo nunca ficou sem sua igreja.

Nas últimas semanas eu estive em contato muito próximo com outros modos de ver o cristianismo. Lembram-se de quando falei que não sabia nada sobre o gnosticismo? Então, li uns livros e artigos sobre o assunto. Fiquei impressionado com a riqueza do seu simbolismo, com seu modo peculiar de dar mais valor ao pensamento e ao modo de viver do que às instituições.

Também, motivado por uma conversa com uma amiga, li algumas partes do novo compêndio do catecismo da igreja católica, desenvolvido pelo Papa Bento 16, quando ainda era Cardeal.

É muito interessante aprendermos a ver o outro como ele vê a si mesmo, não como nós, em nossos preconceitos arrogantes, o vemos. Um exemplo é o bonito modo como Ratzinger fala sobre o uso de imagens, salientando a riqueza da iconografia cristã. Um pastor babaca até pode chutar uma santa de gesso, mas quem ousaria chutar a Pietá ? E quem pode dizer que ela não fala mais sobre o sofrimento de Cristo do que muitas das nossas mensagens conceituais?

Enfim, a alienação foi o um modo de proteger os cristãos ignorantes contra “ataques do inimigo”. Mas na nova sociedade em que a informação é livre e não tem fronteiras, a igreja terá que escolher: abrir a mente ou se contentar com os analfabetos funcionais. No Brasil pelo menos, estes últimos são 75% da população e, para nossa tristeza, continuarão sendo maioria por muito tempo.

2 Comentários

  1. Outro dia eu ouvia um cientista explicando como é que nós temos apenas uma perspectiva do que pensamos que sabemos portanto aprender a ver o outro com certesa vai nos traser uma maturidade muito especial!

    pastor gilberto - 9/02/2007 às 8:30 am
  2. Maneira prática de entender o catolicismo:

    Quando vc fala do amor de Jesus pra alguém, vc crê no que vc fala, e, vc tem certeza que aquilo é verdade.

    Quando o padre fala do amor de Jesus pra alguém, ele não sabe do que ele tá falando na prática.

    Os 2 podem falar a mesma coisa. Pode ser muito bonito o que o padre fala. Pode servir pra levar alguem a Cristo. Mas, vc entendeu a diferença né?

    Lembre-se que os catolicos não adoram a Deus. Deus procura adoradores em espírito e em verdade, isso significa que apenas pessoas nascidas de novo em Cristo podem adorar a Deus, pois, a adoração se dá de maneira espiritual. Católicos não se salvam por espírito mas sim por obras. É simplesmente uma negação do Espírito Santo. Podemos discutir isso com mais profundidade se vc quiser.

    Antes que alguém reclame, isso não é julgar. É falar de fatos. No caso do catolicismo, falar de mentira no sentido mais profundo, a mentira de coração. Aliás essa é a diferença do crer bíblico que salva do crer no sentido de “achar que existe/achar que é”.

    LSD - 1/07/2007 às 4:40 am

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