Luz Seqüestrada.
O rapaz, alto e franzino, estava rindo com os amigos dentro do carro,
chegando de uma festa ao seu apartamento. Neste instante, num “zap” os
bandidos o pegaram, colocaram um pano preto na sua cabeça e o levaram.
Depois de sentir um cheiro tão forte quanto uma pancada na cabeça, o
rapaz desmaiou.
Acordou. Escuridão completa. O lugar era negro como os dentes de um
pesadelo. O cheiro daquilo era tão pesado e dolorido quanto estava seu corpo.
Ficou ali durante três dias, sem banheiro, sem luz nenhuma, comendo da
comida que havia sido deixada lá pelos bandidos – cheirava a queijo e
pão, mas tinha um gosto tão estranho quanto o da água que havia ao lado
em uma garrafa.
Ele tateou todo o lugar, não havia nenhuma porta, nenhuma janela,
nenhuma interferência nas paredes em toda a volta, nem no chão.
Ninguém respondia seus gritos, ele não ouvia nada, não sabia se voltaria
a ver, se viveria, estava com frio. Na verdade ele mesmo não tinha
certeza se estava realmente vivo naquela completa escuridão, assim como
seu pai.
Mas o pai dele pagou o resgate, sem envolver a policia, como combinado.
Os bandidos disseram por telefone o endereço do lugar onde o rapaz estava.
Quando o pai chegou no porão de uma casa abandonada para resgatar o
filho viu que não havia tranca, nem cadeado. Não havia nada que
impedisse o filho de fugir pela abertura (fechada somente por uma
madeira e alguns panos pretos) que havia no teto baixo do lugar.
Os bandidos haviam deixado lá o rapaz desmaiado e fugiam para outro
lugar há três dias. Eles já estavam muito longe. Eram profissionais,
sabiam que sem luz o rapaz jamais sairia daquele porão.
“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho”
(Salmos 119:105)
Devocional numero 93



Muito bom! Mas a luz também me compromete:”Luz, luz bendita e divina!
Como preciso de ti oh! luz.
Porém quando visitas minhas trevas,
Revelas muito do que não gosto de ver.” Mas
“Tua luz vem revelar
Não somente o meu tormento
Vem mostrar-me a redenção
Dois pedaços de madeira
Jesus Cristo e Seu perdão!”
Ronie
ronie - 15/12/2005 às 9:03 am